domingo, 1 de agosto de 2010

Faz tanto frio, e tudo é tão solido ao mesmo tempo que parece irreal. É como se eu estivesse sendo coberta por uma névoa, uma ventania muito forte que não me permite ver o que está a minha frente. É um pouco encomodo só poder olhar pra trás. Principalmente pra mim, que sempre tenho uma ideia do que vai acontecer, antes mesmo que aconteça - o lado bom de sempre calcular os passos que se vai dar. Mas agora está tudo tão diferente, eu simplesmente não consigo ver. E eu que acho que sempre sei o que fazer, estou sem ação agora. Parece que todos os passos que eu vou dar são em falso. Esperar passar é uma atitude que em hipotese nenhuma combinaria comigo. Faz tanto frio, e está tudo nublado, não apenas la fora, mas dentro de mim.

sábado, 31 de julho de 2010

Com o tempo...

A gente percebe, que às vezes o amor morre, a importância se desfaz e a amizade se perde. Com o tempo a gente percebe que certas coisas que pareciam ser tão importantes, hoje ja não fazem o menor sentido.
Nós sempre temos uma chance, ao menos, eu penso que sim. Eu sempre tentei tanto me dividir com quem está a minha volta, mas agora eu estou me isolando de novo... Eu adoraria contar meus segredos, mas confiar é tão difícil. Eu não consigo achar o meu caminho no meio dessas nuvens de poeira. Você pode deixar de amar por causa do medo, ou o amor pode fazer você parar de ter medo...


Mas nem sempre é assim tão claro.






( moorcheba - fear and love )

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Eu preciso achar um jeito de viver dias melhores, fica cada vez mais dificil não deixar transparecer que a minha vontade de viver foi pra longe, a dias essa chuva ácida insiste em me cortar, e cada segundo está sendo simplismente mais do que eu posso suportar. A dias que eu espero me recompor, mas o problema é que esperar é para os fortes, e isso a muito tempo eu ja deixei de ser. Essa chuva não passa, minha respiração está pesada, eu ainda não avisto de longe o sinal que eu preciso pra saber que as coisas estão voltando ao normal, e tudo o que eu posso fazer é não fazer nada.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Auto-conhecer.



Com todos os meus defeitos e qualidades, com todos meus prós e contras, com meus céus e infernos, eu sou assim. Quem me amar vai me aceitar do jeito que eu sou, sem querer mudar nada em mim, caso contrario, não me ama de verdade. Seres humanos erram, eu sou humana e tenho tanto direito de errar como qualquer outro. Não vou parar minha vida, fazer um drama, só porque perdi alguma coisa, só porque perdi alguem, claro, essa pessoa fará falta na minha vida, mas não fui eu quem perdi, foi ela. E agora eu vejo como eu amo ser quem eu sou, mesmo com tudo isso, eu preciso ser feliz, me aceitar e dar a oportunidade pra mim de descobrir quem eu sou. Eu tenho que ser eu, e me orgulhar disso e me livrar de todos os fantasmas do passado, porque não serão eles que me trarão a felicidade que eu preciso.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

é tudo.

é como se cada dia, cada noite, cada por do sol que chegasse, chegasse sempre incompleto, é como voce olhar pra sua comida preferida e não sentir aquela fome, aquela vontade dominante de come-la. é como se mesmo com todas as estrelas la e a lua presente, é como se mesmo assim ainda faltasse alguma coisa. é como se faltasse a vontade de respirar, é como se faltasse a vontade de enxergar qualquer coisa que não fosse os proprios pés, apenas para não tropeçar. é como se faltasse a vontade de ouvir a musica favorita. é como se mesmo com tanta gente ao redor, voce ainda se sentisse sozinho. é como se o coração apenas batesse, bombeasse o sangue, mas não acelerasse. é como se doesse a cada pouco de ar inspirado, é como se fosse dificil expirar o ar, é como se doesse até pra pensar. é como se a vontade de fazer as coisas sumissem, é como ver toda a coragem, vontade, tudo se esvaindo bem na sua frente, e não conseguir nada pra impedir. é dramatico, mas mesmo com tudo isso junto, não chega perto da dor, da dor de olhar pro passado e ver que voce teve a maior sorte do mundo, teve tudo o que precisou pra viver, e simplesmente não tem mais, porque tudo fica incompleto sem aquela pessoa que tem o que voce não tem, que da o que voce precisa, porque até a comida mais gostoza do mundo, não seria tão perfeita quanto o sabor do beijo daquela pessoa que voce precisa, porque não adianta ter a lua e as estrelas todas as noites, se não tiver alguem pra pensar enquanto voce está olhando. é porque se o ar que voce precisa pra respirar - o ar que aquela pessoa respira - está longe o bastante pra te fazer se perder no caminho. é como se colocassem a musica mais bonita, ainda ficaria incompleto sem alguem pra dançar contigo. é como se não bastasse um milhão de pessoas por perto, se voce não tiver aquela que te faz sorrir. é como não querer lembrar, mas fazer de tudo pra nao esquecer. porque o amor se reverte a sofrimento, e fica insuportavel, sem aquela pessoa que foi o amor da sua vida.

textos antigos.

os segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, tudo passando e eu ficando aqui, pra trás. eu fiz algo de errado? tanta gente que realmente não merece, tendo pessoas se arrastando aos pés, dando a vida por eles, e eu, que nao cometi nenhum crime, aqui, sozinho. eu fico me lembrando do tempo em que suspirava por alguem, no tempo em que eu tinha um motivo pra viver, em que eu acordava pensando naquela pessoa, e tentando fazer de tudo pra ir ao encontro dela, naquele tempo em que eu faria qualquer coisa, e me meteria qualquer encrenca, apenas para poder ajudar, ou pra que a pessoa me enxergasse como algo mais alem de amigo. nos tempos em que eu viajava, escutando uma musica, apenas imaginando como seria ter a vida ao lado dessa pessoa, de como ouvir qualquer musica romantica que fosse o pensamento ja ia parar naquela pessoa, ou quando eu simplesmente não conseguia pensar mais em mim, como se eu não fosse o primeiro lugar, e sim, a pessoa por quem eu daria a vida. mas o tempo passou, e aqui estou eu, sozinho, e ainda sem motivos, mas quem sabe com o tempo as coisas voltem, e o amor venha me visitar, tenho esperanças ainda, mesmo que sejam poucas.